Frederico Cattani

Advogado com experiência em aconselhamento de gestores e empresários | Atua em matérias complexas que exigem conhecimento, estratégia e senioridade | Conselhos Consultivos e de Administração | Direito Penal Econômico e Crimes Empresariais | Direito Eleitoral e Assessoria de Pessoas Públicas | Sucessão Familiar e Societária

1/01/26

Holding é oportunidade e não (somente) antecipação de inventário.

Tenho muita dificuldade de "vender" holding porque existe uma mágica no mercado que é "só fazer um contrato social e um organograma". Eu não vejo assim.

A função de compreender ROI e resultado das holdings vai muito além do papel, da planilha bem formatada ou do organograma elegante. Trata-se de enxergar onde o capital realmente trabalha — e onde apenas repousa com aparência de eficiência.

Holding que só “organiza” patrimônio é cartório sofisticado. E MUITO caro.

Holding que entende ROI é instrumento de decisão. É ali que se separa o ativo estratégico do ativo emocional, o investimento produtivo da herança improdutiva, o lucro contábil do resultado econômico real.

Resultado, aqui, não é só lucro líquido. É retorno ajustado ao risco, eficiência fiscal sem ilusão, alocação correta de capital entre empresas operacionais, imóveis, participações e caixa. É compreender se a estrutura existe para potencializar oportunidades ou apenas para adiar conflitos — societários, familiares ou sucessórios.

Quando o ROI da holding (suas participações e investimentos) é analisado com seriedade, surgem perguntas incômodas: – Esse ativo deveria mesmo estar aqui? – Essa empresa investida entrega retorno ou só consome governança? – O capital está protegido ou imobilizado? – A estrutura gera poder de decisão ou só custo recorrente?

Holdings bem geridas não servem para “economizar imposto” ou "arquivar papel" de forma rasa. Servem para criar opcionalidade, proteger valor, escalar decisões e abrir portas: novas operações, novos sócios, novos ciclos de crescimento.

No fim, compreender ROI e resultado em holdings é entender que estrutura não é fim, é meio. E que, sem leitura estratégica, toda holding corre o risco de ser apenas um belo arquivo — caro, estático e cheio de oportunidades perdidas.